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November 27 2009

marco7
Reposted byralree ralree

October 18 2009

marco7

Quadrados constantes

  Há diversas maneiras de se entrar num sonho. Ontem, por exemplo, fui catapultado para dentro de um. Eu tinha 0.5 quilos, fui arremessado por um ấngulo definido por θ e numa velocidade V zero, destinado a atingir um macaco de pelúcia que, logo no momento do disparo, entrou em aceleração constante. Meu impulso horizontal era ditado pelo canhão, enquanto na vertical era eu puxando e deslocando ligeiramente a Terra, enquanto a Terra, ao mesmo tempo, me puxava.

Eu atinjo o macaco. Nenhuma das regras que antes ditavam meu movimento funcionam mais. A bola, o ambiente em volta, tudo para de fazer sentido. Deus dividiu por zero.

Todos os números são inteiros e todas as progressões são lineares. Defino o mundo inteiro em 3 segundos. Um grande espaço, de 10 Km². Um plano. Eu estou lá no ponto zero, pesando uns 78kg.

Nesse plano tem pessoas. Essas não vestem nada, não são gordas, e andam em linhas na diagonal. Sempre paralelas as diagonais do plano.

Eu fecho e abro os olhos, estão lá as pessoas, e o plano, e as diagonais. Estou no céu. O céu é finito, computável. O céu inteiro é o número 1.

Eu gosto do céu. O céu funciona. Em 3 segundos eu posso fazer um novo e, se eu quiser, posso até colocar todo o chocolate do mundo nele.

Agora, eu poderia colocar a previsibiidade do céu como um problema e dizer que a vida real e suas idiotices valem a pena, e que tirar as imprevisibildades humanas é ser desumano.

Não. Prever é humano. Imaginar é humano. Estudar, dissecar, abrir, analisar, medir, pensar, olhar é humano.

Quando isso não é importante, eu não sei o que é.

October 03 2009

marco7

Tutors

For some people, existing isn't a particularly easy task. It's possible that your voice sounds wrong and all the people around you are twelve, making them giggle uncontrollably, and maybe your nose isn't very friendly to the seeing eye. Your parents may be weird, and your sister could not only popular, but actually a naturally born super model.

What's left for you, then, but to play video-games all day? It's quite easy to be the omega labrat of uselessness today. Why go out and socialise or play ball in the sun like the populars when you can text your friends about how you finished Metal Gear Solid in only three hours?

Assuming you have friends, that is, that would be a very pleasant activity. But then you are not twelve anymore, all you do is work and study, and your friends, well, don't have the time or spare brainwaves to tolerate you.

What's left of a person when you reject everything your existence may have meant to other people? For me, it is the temporary lack of uncertainty.

This is how it works: Assume your existence affected absolutely doodley squat nada nobody nothing.  You are Paranoid Android. When things simply fail to go anywhere, you just want a life that is pleasantly predictable. 

To confront this, I created a whole new society, lead by The Tutors.

Using tried and proved techniques of dumb repetition, young people would be sent to places to learn about things. Once they were in these specified places, a Tutor and at most five pupils would hang around, and Life would then be explained to them in an uncontrolled manner. Sometimes, you would just learn how to yell obscenities in the air.

Before learning about dinosaurs or whale fucking, the pupils would learn about how that shopping mall existed, why grass exists in some places that weren't made of concrete and steel and why sometimes people get "It's four in the morning and your stupid hip-hop is making me effingly angry". The world would be a gigantic exhibit and laboratory of applied human nature, and the pupils would learn about a place called The Whole World, starting by the streets they use to walk on.

Here's a list of things I would have learnt from the Tutors, if I were 12:

* Why some people don't say "hi"

* Why I should trust people

* Why the world isn't perfect, 19 centuries after a dead was reborn just to tell us to be nice-or-else

* Why I can't be superman or even batman

Instead, I was sent to school. There I was sistematically isolated from the Whole World. There, other people were sistematically isolated from the Whole World and, as a conseqüence, another group of people were isolated from school.

The result was that everybody got isolated, and no one pays attention to anything beyond what they select from the immediate space.

Those fuckers.

There's nothing humane, in the fluffy sense, in being too good at something. Engaging in a significant friendship seem to require being conscious of a mutual idenfiable feeling towards something that's significant to both friend and self, something I fail at multiple levels with everyone I know. Such is the case: I'm insignificant.

Yes, so what that when I was a kid the bullies pushed me around, then my family pushed me around and no one was inclusive in any way that mattered to me. Now I'm a grownup! I'm 22! Finally free to find people that matter and do stuff that means something to me. Which is... what, exactly?

Even now teachers lie, they spurt useless knowledge in their boards or powerpoint presentations and mangle the answers of true questions. If they had a sodding clue about anything, they would have come to me and said "you have to tolerate all these stupid people because, beyond our naive hopes, most people are, or will be, stupid and repetitive. Our system dwelves on repeating nonsense to you everyday to prepare you to be a sad worker of the industry. Sorry, mate."

That, would have saved me some 10 years of believing that I would find tangible people, at least some people, as healthy, intelligent, creative and social agents. How stupidly blind I was.

And that's not true, there's someone out there who's healthy and intelligent and creative. I'm just writing this because she doesn't call me anymore. Or reply my emails.

Did I tell you I finished Metal Gear Solid in three hours?

October 02 2009

marco7
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marco7
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September 02 2009

marco7

Murray normal

Eu: Bill Murray.
Mulher da locadora: "Murray"? "Murray" normal?
-... bom é M-U-R-R-A-Y
-É... Murray normal. (digita coisas)
-...
-Garfield?
-Ele tava nisso??
-(continua digitando) Flores Partidas?
-Feitiço no tempo.
-Não temos esse... é antigo?
-Acho que é... de 91?
-cara, faz _18 anos_!
-...
-...
-Você tem aquele que ele atira raiozinhos em fantasmas?
-?
-Caça Fantasmas
-Acho que não.
-Obrigado.

August 30 2009

marco7
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August 23 2009

marco7

Modo foda-se

Tô velho demais pra mandar tudo se fuder num donut gigante. Mas enfim, que tudo vá se fuder num donut gigante voador.

Uma parte ruim de ser programado para ser um vendedor desde pequeno é que o seu tempo relacionando com pessoas é gasto fazendo trocas banais de informações sobre produtos, dinheiro e insinuações que não significam mais que um palito-de-fósforo significa para um elefante.

E eu estou sendo bem sincero quanto ao elefante. Ele não iria querer nada com um palito-de-fósforo inútil.

E outra que a idéia do acúmulo de bens como argumento para continuar vivendo é tão natural quanto a idéia de ir pro céu se você não fizer movimentos repetitivos com sua genitalia no banheiro --sem pelo menos documentar o acontecido prum padre--, é para os que acreditam num Senhor que mora no céu mas que vê e julga tudo que acontece nesse planeta ridículo.

Não é a melhor receita para ter amigos. Também não é a melhor receita para fazer um bolo. Mas enfim.

O fato é que as predisposições já estavam em mesa para eu me tornar o que as pessoas chamam por aí de babaca sem noção. Uns idiotas invejavam a maneira com a qual eu conseguia lidar com uma máquina que piscava e fazia barulho. Ela tinha vários botões. E todo mundo tinha uma fascinação ridícula por ela.

Gente fascinada é geralmente burra. Foi algo que eu aprendi logo de início.

No dia que eu tive uma emoção de verdade, eu tive um choque tão grande que eu pulei no oceano, ou pelo menos é isso que o Steve disse. O Steve é gay.

Eu não conheço o Steve. Na verdade, eu nunca conheci ninguém na vida. O que eu tenho é uma série de padrões que algumas pessoas apresentam. Algumas dizem que gostam de coisas e fazem coisas conforme certas intenções que simplesmente assumo. Daí, quando eu preciso de alguma coisa delas, eu planejo uma troca, ou tento influênciá-los conforme o padrão.

É algo que eu aprendi atendendo pessoas numa loja onde interações não duram mais que 15 minutos.

Eu acredito que, num tempo e lugar certo, elas sejam pessoas de verdade, e que algumas delas até mesmo produzam arte sendo pessoas de verdade, mas eu nunca conseguiria entender o propósito disso. Como elas conseguem ser pessoas de verdade depois de passar horas se interessando em álbuns com cachorrinhos na capa, porta-retratos com desenhos de palavras mal-escritas numa língua que eles não conhecem e mandando copiar imagens sem qualquer valor artístico ou histórico?

Descobri depois que eles faziam isso por sentimentalismo.

É um negócio que eu nunca entendi direito.

Basicamente, por uma razão desprovida de racionalidade, pessoas se sentem no dever de demonstrar que se importam com outras pessoas e dão presentes, se beijam, e fazem sexo.

Embora eu tenha entendido de maneira objetiva o sentido básico da coisa, por causa da minha falta de prática relativa a minha idade, as pessoas basicamente riam do que eu fazia.

Daí, depois de alguns anos, as pessoas começaram a simplesmente se afastar.

It really, really, really could happen. Essa frase é de uma música também.

Uma teoria que eu elaborei foi a de que eu simplesmente teria que achar gente parecida comigo. Eles eram normalmente idiotas, viviam em outro continente, ou ambos.

E, para ser perfeitamente honesto, houve uma pessoa na qual houve certa reciprocidade. Mas eramos proibidos de nos tocar. Por nós mesmos.

E não sei como poderei ser mais literal no que diz respeito a parte anterior. Era proibido, acho que até mandamos um projeto de lei para o congresso, proibindo qualquer tipo de contato físico entre nós dois.

Quando ela foi embora, água salgada saiu do meu olho, e senti como se um aspirador de pó estivesse dentro do meu peito, sugando o que não tinha.

É ruim.

"Sabe, não é que nem eu vá desaparecer ou morrer ou sei lá" e "a gente pode combinar de fazer alguma coisa" foi o que ela disse. A gente tinha feito uns planos meia-boca.

A única coisa que eu consegui falar pela metade foi "Eu te amo" antes de pegar o ônibus pro colégio. Eu não lembro agora se eu consegui falar a última palavra. Foi uma situação difícil para ambas as partes, eu sabia que nada disso ia acontecer, definitivamente não a parte dela morrer. Gente nos seus vinte anos e sem câncer no pâncreas não costuma morrer de repente.

Mas a outra parte também não aconteceu. Por determinado tempo, que foi mais longo que certas meias esportivas, na verdade eu acho que a Terra deu mais voltas do que deveria enquanto eu escutava músicas que eram, na categorização de uma mulher meio burra, "deprê", e adrenalina era liberada na minha corrente sangüínea sem a presença de um predador instintivo. Mais água salgada.

"Deprê". "Quão difícil é falar a última parte da palavra completa?", era o que eu pensava na época.

Assim como pneus de alta-aderência dão péssimos músicos, músicos dão péssimos psicólogos.

August 03 2009

3356 9e0a

new-akiba:

benisadork:

pwnedbylorna:

thedailywhat:

Katamari Damacy-Themed Wedding of the Day: Okay, which one of you guys stole my wedding theme idea and sold it to Aidra and Ernest?!

Seriously though, congrats to the happy couple. You win every wedding ever in perpetuity.

[via.]

holy cow!

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July 23 2009

marco7

God, what a bunch of retards!

— Enid (Ghost World)

July 18 2009

marco7

July 11 2009

marco7

July 09 2009

marco7
... and did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
— Roger Waters

June 30 2009

marco7
Deus estava andando por aí e pegou uma flor para cheirar.
Cheirou e deixou ela em paz.
Depois de um tempo, a flor virou um fruto.
Deus polinizou a flor!
marco7
5810 9e25
border melancollie
marco7
5794 357a

June 21 2009

Vasectomy: $400. Speechless look on her face: priceless.

I'll try to sum up a funny story that happened a few years ago: I got a vasectomy.
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marco7
miss nazi 1968
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marco7
marco7
Para segurança de suas crianças, mantenha-as sempre longe do fogo.
— Preucação na embalagem de fraldas Pampers do Chiquinho
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